novembro 28, 2011

I - JUCA-PIRAMA

Para a Editora Martin Claret, uma ilustração de capa do livro de bolso que reúne o célebre épico brasileiro e outros poemas do mesmo autor. I - JUCA-PIRAMA é um canto a um guerreiro Tupi, aprisionado pelo povo Timbira, que sacrifica a sua própria honra ao pedir clemência na hora da morte, passando-se por covarde para poder oferecer ajuda ao velho pai, cego e doente. Este, no entanto, envergonha-se da sujeição do filho. Injustiçado, o bravo guerreiro lidera enfim um ataque dos Tupi aos Timbira.



De espírito romântico, com nacionalismo e verve indianista, Gonçalves Dias conferiu, ao lado de José de Alencar, brasilidade à literatura brasileira. Orgulhava-se por ter o sangue das três matrizes. Filho de pai português e mãe cafuza, foi poeta, dramaturgo, filólogo, professor e homem público. Trabalhou como caixeiro. Estudou latim, francês e filosofia. Completou seus estudos em Portugal. Fez Direito na Universidade de Coimbra. Participou do movimento medievista. Foi também jornalista, cronista, crítico literário e autor de folhetins teatrais. Também foi pesquisador e membro da Comissão Científica de Exploração, pela qual viajou por quase todo o norte do Brasil. Sua obra estimulou o sentimento nacionalista ao incorporar assuntos, povos e paisagens brasileiras.

4 comentários:

Anônimo disse...

Q coisa linda o seu trabalho! O conheci pela revista Natureza. Fiquei encantada!
Patricia Fontoura - Brasilia

Mauricio Negro disse...

Obrigado mesmo, Patricia. Fico feliz pela sua mensagem. E grato à revista Natureza também, pela entrevista concedida neste ano. Um abraço!

Alexandre Camanho disse...

Você também pela Martin!
Bela capa, parabéns!

Mauricio Negro disse...

Salve, Camanho. Obrigado!
Ganhei o seu Ladrão de Casaca, por sinal.Elegantérrima sua imagem. Gosto bastante. E esse livro merece.
Ganhei o mesmo do meu querido avô muitos anos atrás. Me disse que era o inverso da literatura policial. Malandragem refinada. Ou literatura bandida chique.
Maurice Leblanc é meu homônimo do avesso. E o autor é homônimo do meu avô Arsenio.

Abraços!