novembro 05, 2007

>>>>> PARECE QUE FOI ONTEM




Ilustrei diversos livros de temática indígena, escritos por Daniel Munduruku. Este foi o primeiro. É um projeto de memória afetiva, sobre a vivência na intimidade da floresta, sobre a transmissão oral do conhecimento compartilhado ao redor da fogueira e, em especial, sobre a percepção da unidade que perdemos no contexto urbano. Lançado pela Global Editora, as pirogravuras originais estarão na mostra expositiva LINHAS DE HISTÓRIAS, no Sesc Belenzinho, de 13/07 a 28/08/2011.

Sobre os Munduruku, cujo nome significa formigas-gigantes, pesquisei suas tradições, situação geográfica, arte plumária, cestaria e pintura corporal. E tirei uma licença poética para recriar as personagens, detalhes e cenários. A colorização foi feita com pigmentos naturais e anilinas. A pasta de urucum veio do Acre, produzida pelo povo Ashaninka. E o sombreamento de algumas imagens foi feito com a queima da própria gravura.

É primeiro livro bilíngüe – português-munduruku – que temos notícia. Isso representou um desafio técnico de tradução e transcrição fonética e ortográfica. Inclusive em termos de editoração eletrônica, especialmente com relação à acentuação de consoantes.

2 comentários:

Larissa disse...

Olá Maurício, tudo bem?
Moro em Guaxupé MG e no ano passado tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o Daniel que esteve em um simpósio que realizamos todos os anos.
Na mesma ocasião conheci seu trabalho... Que maravilha!! Uma sensação de encantamento... Comprei vários livros, o critério inicial para a escolha foi a ilustração (que o Daniel nem desconfie...rs..rs..rs...) Ás vezes folheio meus livros para relembrar as belezas que vc construiu. Sou docente em uma Universidade e na educação infantil, meus alunos também se apaixonaram. Gde bjo, Larissa Fialho

Mauricio Negro disse...

Que bom, Larissa! Fiquei feliz demais com seu comentário. Acredite se quiser, chegou bem na hora em que eu discutia o papel da ilustração na literatura infantil com editores. Até mandei para eles! Argumento melhor não há! Um beijo!