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fevereiro 05, 2014

>>>> UMA AVENTURA WAPIXANA




O Povo Wapixana é um dos mais de 307 povos indígenas do Brasil. Muitos habitam terras indígenas nos campos naturais do Estado de Roraima, como as TIs Raposa Serra do Sol, São Marcos e Serra da Lua. Outros, moram na Republica Federativa da Guiana. Hoje são cerca de 9.000 pessoas nos dois países, sendo que a maioria vive no Brasil. A cultura Wapixana tem mais de 4.000 anos e foi dominante nos lavrados de Roraima. O tronco linguístico é o Aruak, e sua língua é o Wapixana. Apesar da violência a que foram tantas vezes submetidos, a língua e a cultura wapixana ainda estão preservadas e são ensinadas nas escolas das aldeias. O povo Wapixana divide hoje o território com outros povos, com os quais convivem pacificamente.








Ilustrei a movimentada e divertida narrativa, protagonizada apenas por animais, a convite da Paulinas Editora. O texto é assinado pelo escritor indígena Cristino Wapichana, natural de Roraima. Além de publicar obras como A onça e o fogo (Editora Manole), é também músico e o atual coordenador do Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas (NEARIN), cujo objetivo é qualificar escritores e artistas indígenas para o ofício literário.



>>>> DA TRADIÇÃO DO POVO ZULU


Pela Editora Biruta sairá em breve lançado este reconto, com toques de suspense, aventura e desfecho surpreendente.  Nas Garras dos Babuínos tem texto assinado por Rogério Andrade Barbosa. Do mesmo autor tive a oportunidade de ilustrar vários outros títulos: O amigo de Darwin, um jovem desenhista em Galápagos (Editora Melhoramentos, 2013), Zanzibar, a ilha assombrada (Cortez Editora, 2012), A tatuagem, reconto do povo Luo (Editora Gaivota, 2012) e Pigmeus, os defensores da floresta (DCL, 2009).



Relatos sobre animais, que encontram crianças perdidas ou abandonadas numa floresta e as criam como se fossem seus próprios filhotes, são recorrentes em várias partes do mundo. Registros assim, fabulosos, inspiraram as obras de escritores como Rudyard Kipling e Edgar Rice Burroughs. Quem não conhece as aventuras de Mowgli, o menino indiano adotado por uma  matilha de lobos, ou as façanhas de Tarzan, o homem-macaco, acolhido por uma gorila em plena selva africana?




Entre as histórias contadas ao pé da fogueira pelo povo Zulu, no interior da África do Sul, abundam contos sobre crianças raptadas e cuidadas por babuínos. A versão aqui recontada é baseada numa dessas inúmeras narrativas. Na confecção das ilustrações desse livro, mais uma vez, misturei monotipias, colagem, pigmento oleoso, tinta offset, papel artesanal e retoque digital, inspirado pela iconografia tradicional Zulu.