abril 01, 2008

Catimbó Cana Caiana Xenhenhém


Mais uma pirogravura para capa da Coleção Poetas do Brasil, editada pela Martins Fontes. O editor sugeriu muita cor, com elementos retirados do imaginário poético do autor. Lirismo, humor, espirituosidade, dramas humanos, dores de amor, ritmo e musicalidade são algumas das marcas da sua obra, que firma uma ponte rica de interpretações entre as tendências modernistas e regionalistas.

II Prêmio ABECIP: Mão à Obra!


Realizamos para a ABECIP (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) a Identidade Visual do II Prêmio de Monografia em Crédito Imobiliário e Poupança, com o tema “Soluções e Alternativas para o Financiamento de Imóveis de Interesse Social”. Trata-se de um concurso, aberto a graduandos ou profissionais de várias formações profissionais – economia, engenharia, administração, arquitetura, direito e outras afins – que premiará as melhores soluções e alternativas para reduzir o enorme déficit habitacional brasileiro. A ilustração das mãos me ocorreu por representar o cidadão e a necessidade básica de morar. Uma das mãos é o alicerce da casa. E a outra, o telhado. Mais do que uma casa, sonha-se com um lar. A imagem lembra também a própria marca da associação.

fevereiro 08, 2008

Histórias e Sonhos (Martins Fontes)


Humilhado pelos meninos ricos, o pretinho Zeca sonha com uma horrível máscara de diabo. Um presente do Coronel Castro – que retratei com o rosto de Charles Darwin – ao filho querido da humilde D. Felismina de Inhaúma. O protagonista da história "O Moleque" ilustra a capa do mais sinóptico dos livros de Lima Barreto, que promove um encontro inesperado entre literatura e o saber popular, a sociologia e o folclore das religiões, as mazelas políticas e o esnobismo acadêmico e científico, bem como as frustrações pessoais e o cotidiano das ruas, em meados dos anos 1920.

janeiro 10, 2008

Outras tantas histórias indígenas...


...DE ORIGEM DAS COISAS E DO UNIVERSO. O escritor Daniel Munduruku reúne e reconta, nesta nova antologia a ser lançada pela Global Editora, algumas surpreendentes narrativas sobre os mistérios e segredos da existência, conforme as concepções distintas de alguns povos indígenas brasileiros. Mostra o diálogo entre a natureza e a cultura. E retrata a diversidade de respostas – pelo caminho mágico, sagrado, divino ou sobrenatural – que buscamos àquelas questões essenciais que, na verdade, são universais.

A origem do fogo, segundo os Bororo


O jaguar farejando o ar ilustra a narrativa sobre a origem do fogo, segundo a tradição dos Bororo, ou Boé, de Mato Grosso. Traz o arquetípico confronto entre a força e a inteligência. Entre o jaguar e o macaco, que cobiçam um dourado grelhado. Os padrões estilizados que fiz na pele da onça foram baseados no interior decorado de um estandarte Bororo de couro de onça, ao redor do qual os homens dançam, lamentam e tocam flauta nesse rito fúnebre tradicional.

A origem dos Kaiapó


No princípio dos tempos os Kaiapó viviam no céu, com fartura e tranquilidade. Até que um guerreiro encontrou um passagem para o mundo inferior através de uma cova de tatu. Foi o primeiro a atravessar a abóbada celeste e pisar na terra, atraído pela visão de uma floresta de buritis, um rio e campos grandiosos. A organização hieráquica da aldeia está esquematizada no diagrama sobre a cabeça deste Kaiapó, no qual cada cada pena indica um indivíduo e sua posição social.

Gestão Socioambiental Municipal


Esta menina dos olhos foi feita para ilustrar a capa de uma publicação técnica da ANAMMA – Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente. A combinação – gravação à fogo e tingimento natural – sempre casa bem com iniciativas de preservação ambiental. Fiz alguns acertos digitais na cor, composição e luz no final do processo.

janeiro 02, 2008

Projeto Acervo DCL


Traço à grafite sobre fundo em acrílico, em montagem digital. Imagem de capa para uma obra que trata do acervo da editora DCL.

dezembro 21, 2007

A primeira estrela que vejo...


...É A ESTRELA DO MEU DESEJO, de Daniel Munduruku . Disfarçados na folhagem do tambatajá estão um índio Taulipang e sua companheira Makuxi, que juntos fogem por amor, na história Só amor é tão forte.

dezembro 11, 2007

A primeira estrela que vejo...


...É A ESTRELA DO MEU DESEJO. Às margens do Araguaia, a bela e intransigente Imaheró se apaixona pela estrela vésper. Para os Karajá, trata-se de um forte guerreiro, senhor das tempestades, do tempo e dos ventos. Aquele que bota o sol para dormir, desperta a luz da lua, a admiração dos homens e o desejo das mulheres. Seu nome é Tahina-Can, a primeira estrela. Lançamento recente da Global Editora. As pirogravuras que ilustram cada história foram baseadas na respectiva iconografia de cada povo indígena.

Quem não gosta de fruta é xarope (Global)


A vida realmente não viveu, se as maravilhas do mundo tropical você não conheceu, já afirmou certo estrangeiro. Mas é de estranhar, quando algum brasileiro, chama de exóticas as frutas do seu próprio pomar. Muitas delas, da mais próxima à mais distante, fazem parte do meu poema pirogravado, recitadas com a malícia típica de um feirante. Sabores e saberes têm a mesma origem. E estão, muitas vezes, debaixo do nosso nariz.

A Amazônia tem, no mínimo, duzentas plantas frutíferas catalogadas. Dos tantos frutos do cerrado produzem doces, licores, bolos, sucos, sorvetes, geléias, mingaus e aperitivos. Cada bioma brasileiro tem suas riquezas. Que a ignorância e o imediatismo não convertam definitivamente esse formidável patrimônio natural em pasto e sojicultura.

dezembro 04, 2007

Corujice Literária


Ilustração de capa do catálogo infantil da Global Editora.

novembro 30, 2007

Maravilhas das Mil e Uma Noites


As quatro capas dessa coleção têm cores e desenhos diferentes, elaborados a partir de alguns ornamentos árabes tradicionais. Assim, o design de capa apenas sugere o conteúdo dos livros. As ilustrações internas foram inspiradas nas linhas e curvas de temas decorativos e simbólicos, persas sobretudo, anteriores ao Islã.

Dar-Nar


"Dar-Nar, um ifrite peludo e cheiroso como um camelo, cheio de olhos desconexos de víboras, imensos molares numa queixada de javali e garras enormes, com as quais carrega o príncipe Kamarozaman e a princesa Budur." Mais uma, das mil e uma.

novembro 27, 2007

Cabeça Feita


Esta é a primeira pirogravura que fiz, logo após retornar da França. A mulher negra de grandes olhos verdes me ocorreu ainda por lá, mas ganhou o penteado fractal no avião e o arremate final aqui em São Paulo. Participou inclusive do IlustraBrasil! 3. O pirógrafo da foto, esquecido por uns vinte anos, pifou logo em seguida. Baseado nessa imagem, tenho trabalho em novas figuras desse gênero, refinando a técnica e abordagem.

novembro 26, 2007

Brasil-folião, de Fátima Miguez



As duas gravuras - o capoeirista que é ele próprio um instrumento e a máscara de Cazumbá, personagem do Reisado do Nordeste - também foram feitas para o livro de poesias sobre festas populares brasileiras, escrito pela Fátima Miguez e recém-lançado pela DCL.

novembro 23, 2007


Mais uma para as MIL E UMA NOITES, criada para ilustrar a fantástica história de Zobeida. Embora feita em técnica mista, pretendi manter alguma rusticidade que a pirogravura sempre proporciona. A mulher negra sinuosa sob a pele de uma serpente é uma ifrita do deserto.

novembro 21, 2007


O Jogo de Amarelinha acima, pirogravado e manipulado digitalmente, foi feito para a empresa homônima que se dedica à criação e à produção editorial na área educacional. Em breve estará disponível para download como descanso de tela no respectivo website.

novembro 15, 2007

Mil e Uma Noites (Editora FTD)


A odalisca cheia de véus foi feita em técnica mista para uma adaptação de um clássico para jovens, feita com todo o capricho e sensibilidade por Luiz Antonio Aguiar, batizada de "Maravilhas das Mil e Uma Noites". Fiz as ilustrações e colaborei também no projeto gráfico dos quatro volumes que compõem a obra.

novembro 12, 2007

Não verás país nenhum

Um projeto gráfico diferenciado feito para celebrar os 25 anos de uma ficção visionária. O livro, editado em vários países e premiado na Itália, teve o miolo impresso em papel pólem e foi refilado apenas no topo e na base. Tem lombada em tecido e traz um encarte especial, em quadricromia e papel reciclado, com os rascunhos, recortes de jornais e revistas, anotações e desenhos que abasteceram o autor. E ainda exibe todas as edições anteriores. A capa dura foi serigrafada em duas cores sobre papel paraná, a partir das raízes de mangue seco pirogravadas sobre esse mesmo suporte. O design rústico condiz com a questão ambiental, alicerce essencial da obra.