janeiro 10, 2008

A origem do fogo, segundo os Bororo


O jaguar farejando o ar ilustra a narrativa sobre a origem do fogo, segundo a tradição dos Bororo, ou Boé, de Mato Grosso. Traz o arquetípico confronto entre a força e a inteligência. Entre o jaguar e o macaco, que cobiçam um dourado grelhado. Os padrões estilizados que fiz na pele da onça foram baseados no interior decorado de um estandarte Bororo de couro de onça, ao redor do qual os homens dançam, lamentam e tocam flauta nesse rito fúnebre tradicional.

A origem dos Kaiapó


No princípio dos tempos os Kaiapó viviam no céu, com fartura e tranquilidade. Até que um guerreiro encontrou um passagem para o mundo inferior através de uma cova de tatu. Foi o primeiro a atravessar a abóbada celeste e pisar na terra, atraído pela visão de uma floresta de buritis, um rio e campos grandiosos. A organização hieráquica da aldeia está esquematizada no diagrama sobre a cabeça deste Kaiapó, no qual cada cada pena indica um indivíduo e sua posição social.

Gestão Socioambiental Municipal


Esta menina dos olhos foi feita para ilustrar a capa de uma publicação técnica da ANAMMA – Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente. A combinação – gravação à fogo e tingimento natural – sempre casa bem com iniciativas de preservação ambiental. Fiz alguns acertos digitais na cor, composição e luz no final do processo.

janeiro 02, 2008

Projeto Acervo DCL


Traço à grafite sobre fundo em acrílico, em montagem digital. Imagem de capa para uma obra que trata do acervo da editora DCL.

dezembro 21, 2007

A primeira estrela que vejo...


...É A ESTRELA DO MEU DESEJO, de Daniel Munduruku . Disfarçados na folhagem do tambatajá estão um índio Taulipang e sua companheira Makuxi, que juntos fogem por amor, na história Só amor é tão forte.

dezembro 11, 2007

A primeira estrela que vejo...


...É A ESTRELA DO MEU DESEJO. Às margens do Araguaia, a bela e intransigente Imaheró se apaixona pela estrela vésper. Para os Karajá, trata-se de um forte guerreiro, senhor das tempestades, do tempo e dos ventos. Aquele que bota o sol para dormir, desperta a luz da lua, a admiração dos homens e o desejo das mulheres. Seu nome é Tahina-Can, a primeira estrela. Lançamento recente da Global Editora. As pirogravuras que ilustram cada história foram baseadas na respectiva iconografia de cada povo indígena.

Quem não gosta de fruta é xarope (Global)


A vida realmente não viveu, se as maravilhas do mundo tropical você não conheceu, já afirmou certo estrangeiro. Mas é de estranhar, quando algum brasileiro, chama de exóticas as frutas do seu próprio pomar. Muitas delas, da mais próxima à mais distante, fazem parte do meu poema pirogravado, recitadas com a malícia típica de um feirante. Sabores e saberes têm a mesma origem. E estão, muitas vezes, debaixo do nosso nariz.

A Amazônia tem, no mínimo, duzentas plantas frutíferas catalogadas. Dos tantos frutos do cerrado produzem doces, licores, bolos, sucos, sorvetes, geléias, mingaus e aperitivos. Cada bioma brasileiro tem suas riquezas. Que a ignorância e o imediatismo não convertam definitivamente esse formidável patrimônio natural em pasto e sojicultura.

dezembro 04, 2007

Corujice Literária


Ilustração de capa do catálogo infantil da Global Editora.

novembro 30, 2007

Maravilhas das Mil e Uma Noites


As quatro capas dessa coleção têm cores e desenhos diferentes, elaborados a partir de alguns ornamentos árabes tradicionais. Assim, o design de capa apenas sugere o conteúdo dos livros. As ilustrações internas foram inspiradas nas linhas e curvas de temas decorativos e simbólicos, persas sobretudo, anteriores ao Islã.

Dar-Nar


"Dar-Nar, um ifrite peludo e cheiroso como um camelo, cheio de olhos desconexos de víboras, imensos molares numa queixada de javali e garras enormes, com as quais carrega o príncipe Kamarozaman e a princesa Budur." Mais uma, das mil e uma.

novembro 27, 2007

Cabeça Feita


Esta é a primeira pirogravura que fiz, logo após retornar da França. A mulher negra de grandes olhos verdes me ocorreu ainda por lá, mas ganhou o penteado fractal no avião e o arremate final aqui em São Paulo. Participou inclusive do IlustraBrasil! 3. O pirógrafo da foto, esquecido por uns vinte anos, pifou logo em seguida. Baseado nessa imagem, tenho trabalho em novas figuras desse gênero, refinando a técnica e abordagem.

novembro 26, 2007

Brasil-folião, de Fátima Miguez



As duas gravuras - o capoeirista que é ele próprio um instrumento e a máscara de Cazumbá, personagem do Reisado do Nordeste - também foram feitas para o livro de poesias sobre festas populares brasileiras, escrito pela Fátima Miguez e recém-lançado pela DCL.

novembro 23, 2007


Mais uma para as MIL E UMA NOITES, criada para ilustrar a fantástica história de Zobeida. Embora feita em técnica mista, pretendi manter alguma rusticidade que a pirogravura sempre proporciona. A mulher negra sinuosa sob a pele de uma serpente é uma ifrita do deserto.

novembro 21, 2007


O Jogo de Amarelinha acima, pirogravado e manipulado digitalmente, foi feito para a empresa homônima que se dedica à criação e à produção editorial na área educacional. Em breve estará disponível para download como descanso de tela no respectivo website.

novembro 15, 2007

Mil e Uma Noites (Editora FTD)


A odalisca cheia de véus foi feita em técnica mista para uma adaptação de um clássico para jovens, feita com todo o capricho e sensibilidade por Luiz Antonio Aguiar, batizada de "Maravilhas das Mil e Uma Noites". Fiz as ilustrações e colaborei também no projeto gráfico dos quatro volumes que compõem a obra.

novembro 12, 2007

Não verás país nenhum

Um projeto gráfico diferenciado feito para celebrar os 25 anos de uma ficção visionária. O livro, editado em vários países e premiado na Itália, teve o miolo impresso em papel pólem e foi refilado apenas no topo e na base. Tem lombada em tecido e traz um encarte especial, em quadricromia e papel reciclado, com os rascunhos, recortes de jornais e revistas, anotações e desenhos que abasteceram o autor. E ainda exibe todas as edições anteriores. A capa dura foi serigrafada em duas cores sobre papel paraná, a partir das raízes de mangue seco pirogravadas sobre esse mesmo suporte. O design rústico condiz com a questão ambiental, alicerce essencial da obra.

novembro 08, 2007

A Fazenda Distante, de Pierre-Marie Beaude (Edições SM)


Fiz as pirogravuras da capa e do mapa do continente africano, para situar a região da Namíbia onde se passa esta história, que trata da travessia da infância para a vida adulta. No coração da África, o protagonista aprende sobre as leis dos homens e dos animais. Há uma leoa, que segue seus passos bem de perto. Amadurecem juntos. E mais juntos ainda os coloquei.

Leréias, de Valdomiro Silveira (Martins Fontes)


Antes de Guimarães Rosa, o paulista e descendente de bandeirantes Valdomiro Silveira já incorporava o dialeto caipira em sua literatura. Ele mesmo era um legítimo caboclo. Em Leréias, cada narrador conta a sua ou as histórias alheias, com as próprias palavras. Fez um retrato mais digno do caipira, na época muito marcado pelo pejorativo Jeca Tatu, famoso personagem do Monteiro Lobato.


Ilustrações para a Revista Terra feitas para um artigo sobre a diversidade das plantas encontradas nas florestas do Rio Negro, cujas propriedades medicinais ainda foram pouco estudadas, conforme registros do Dr. Dráuzio Varella e equipe.